Autoapresentação - Thamiris



1- Além de estudar as técnicas das artes cênicas, tenho experiência com o canto desde 3 anos de idade e estudei teoria musical e piano popular aos 12. A dança também sempre esteve presente na minha vida através do ballet na infância e o jazz na adolescência. Como filha de um músico e uma artista plástica, sempre fiz trabalhos de desenhos e pinturas que estão registradas e estudei um pouco de violão e bateria, apesar de não estudá-los atualmente. Como cantora solista, tenho experiência com o canto em corais e orquestras em Brasília.
2-  Já participei de diversos musicais em Brasília e tenho experiência com esse estilo desde criança, através de musicais infantis de colégio. Na universidade, entrei mais em contato com o clown, a comédia e a performance e possuo trabalhos realizados nesses estilos. 
3- Na parte de informática, tenho cursos avançados de Office, Illustrator, sei fazer edições de vídeo e de fotos. Falo inglês fluentemente e estudei por 1 ano francês, mas não falo fluentemente.
4- Ultimamente, tenho me dedicado a ler comédias e os últimos textos que li foram "O Casamento de Maria Feia", do autor baiano Rutinaldo Miranda e Marat/Sade, de Peter Weiss, cujo texto foi base para a construção do trabalho teatral da turma de Interpretação e Montagem do 1º semestre de 2016. O primeiro eu gostei em razão da fidelidade à atmosfera nordestina e o tom de comédia que é típico daquele lugar. O autor explora bastante os sotaques e expressões típicos e brinca com a temática cangaceira. Os diálogos são bem construídos, intercalados e bem fluidos, dando dinamicidade às cenas e um ritmo interessante. 
O segundo eu gostei porque mescla a temática política da época da Revolução Francesa com a realidade de preconceito e humilhação que muitas pessoas com transtornos mentais ou de personalidade enfrentam. O texto veio a calhar com o atual momento político vivido pelo Brasil e a história teve, aos meus olhos, um teor atemporal, podendo ser enquadrado como crítica à política atual do país. Há também o uso de musicalidade e comicidade, o que me agrada e enriquece o texto, dando aos atores muitas ferramentas para trabalhar sua técnica de interpretação.
5- O livro "Mal-estar na Pós-Modernidade", do sociólogo Zygmunt Bauman, foi um dos livros mais densos que li nos últimos 3 meses. O autor faz referência ao livro de Freud, afirmando que a era pós-moderna enfrenta a angústia da falta de referência em relação ao código moral, que tem sofrido reiteradas relativizações. É uma comparação e atualização ao texto de Freud, que afirmava que a angústia humana se relacionava com as repressões ao ID e ao lado animalesco humano. Gostei porque me fez refletir que o homem nunca será plenamente satisfeito ou feliz, por mais que tudo seja permitido e lícito. O livro "Filosofia para Corajosos" do filósofo Pondé também me fez refletir sobre a atual sociedade de consumo e como a democracia é falha, mas é o menos pior dos sistemas já criado pelos homens.
6- Gostei de assistir "Punaré e Baraúna", do Hugo Rodas e tive uma boa experiência e impressão com essa peça. O diretor usou de muitos recursos sonoros e visuais, como músicas, ritmos, uso de instrumentos tocados pelos próprios atores em cena, além do uso de cordas, nas quais os atores ficavam suspensos. O repertório se conectou muito bem com a construção de cenas, houve um ritmo muito bom entre elas, dando ora tom de suspense, ora de comédia, etc. Os atores estavam muito bem conectados entre si e com a dramaturgia e foi perceptível e contagiante. Me senti dentro do universo proposto pelo grupo e me envolvi com a história, o que me fez gostar do resultado final desse espetáculo.
7- Participar de um Auto de Páscoa no ano de 2015 foi importante e especial pra mim. A peça se deu em formato de musical e contava a história da Paixão de Cristo, desde seu nascimento até sua morte. Interpretei Marta, a irmã de Maria e Lázaro, uma família muito amiga de Jesus e de má fama entre os judeus. Seu irmão havia morrido e ela se ressentia com Jesus, pois ele não estava presente na hora de sua morte. Na história, Lázaro ressuscita e a família encontrava dignidade e alegria ao andar com Cristo. Cantei a música da ressurreição de Lázaro e foi emocionante viver o papel dessa mulher mal vista pela sociedade. Ela comandava sua casa e aquilo era um escândalo para a época. Gostei de poder interpretar uma mulher forte, mas que mostra sua fragilidade. Senti que me conectei com ela e consegui transmitir verdade e energia para o público.
8- Eu gostaria de que explorássemos, como grupo, o coletivo de nossas melhores habilidades. Que pudéssemos combinar os talentos que mais se destacam entre todos e trabalhar nisso. Desejo que tenha alguma música, comicidade, algo que explore movimentos e dança. Não gostaria de musical exatamente, porque desejo explorar outros tipos de estilos e estéticas teatrais, e procuro versatilidade em meu trabalho. Seria interessante fazer uma filmagem, um curta e explorar técnicas de câmera.

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