Estudo sobre a revista Urdimento (Grupo 3)
Instituto de Artes - Ida
Departamento de Artes Cênicas - CEN
Professor Marcus Mota
Barbara Albuquerque
Departamento de Artes Cênicas - CEN
Professor Marcus Mota
Barbara Albuquerque
Luiz Gustavo Carrier
Fernanda Suyanne
Tiago Mélo
ESTUDO SOBRE A
REVISTA URDIMENTO
1- A revista Urdimento é uma plataforma gratuita de divulgação de dossiês
temáticos, artigos, resenhas, traduções e entrevistas que mostram a diversidade
e a abrangência da pesquisa nas Artes Cênicas. Foi lançada em 1997, tendo
algumas edições ao longo dos anos e a partir de 2008 começa a ser publicada
semestralmente pelo programa de pós-graduação do Centro de Artes da UDESC
(Universidade do estado de Santa Catarina). A revista adota a pratica de
“avaliação por pareceres”, pelo ao menos dois avaliadores escolhidos entre os
membros do conselho editorial avaliam cada artigo a ser publicado. A revista
busca fortalecer a reflexão crítica e o intercâmbio de ideias entre alunos e
artistas.
2- Nos últimos três anos da revista, foram publicadas 5 edições. Em cada
edição da revista é possível observar uma grande variedade de temas abordados.
Na 26 edição, lançada no primeiro semestre de 2016, por exemplo, observamos que
os temas mais recorrentes são teatro e política. Na 25 edição V.2 (2015), os
temas conversam entre teatro e espiritualidade em diálogo com o treinamento do
ator. Na 24 edição V.1 (2015) aborda temas relacionados a questões de raça e de
etnia, de políticas de inclusão e da diferença, encenados nos territórios da
dramaturgia, da performance, das expressões e manifestações tradicionais e
históricas do teatro negro brasileiro. Na 23 edição V.2 (2014) o tema central
são as poéticas e estéticas da iluminação cênica. Na 22 edição V.1 (2014) o
dossiê temático é o trabalho vocal do ator e na 21 edição V.2 (2013) a revista
discute produção cultural, a partir dos estudos de gêneros com artigos de
pesquisadoras feministas.
3-
TEMA
DO ARTIGO
|
QUANTIDADE
NOS ÚLTIMOS 3 ANOS
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Teatro e Politica
|
17 artigos
|
Performance
|
5 artigos
|
Teatro Contemporâneo
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10 artigos
|
Teatro Negro
|
7 artigos
|
Iluminação Teatral
|
5 artigos
|
Teatro Bonecos
|
2 artigos
|
Figurinos
Corporeidade e Dança
Treinamento do Ator
Teatro Sagrado
|
1 artigo
6 artigos
10 artigos
8 artigos
|
4-
Manifestamos interesse, de cara, com o artigo “Das confluências e
influências entre teatro, política e engajamento”,edição 26 v.1 de 2016, de
Marco Anselmo Vasques e Rubens da Cunha. Pelo motivo óbvio de um caos político
instaurado no Brasil atualmente. Então surge como necessidade a reflexão dessa
temática, e enquanto artistas misturar essas reflexões com ações reais, e
manifestar. É perceber que tudo pode ser político. As palavras chave que chamam
a nossa atenção “Teatro, política e engajamento” soam como necessidade.
O artigo “ O lugar da docência e do teatro na escola”, da edição 26 v.1
de 2016, de Ricardo Carvalho de Figueiredo, fala sobre a experiência que o
autor teve ao lecionar teatro na escola. Ele conta sobre as experimentações e
as criações cênicas para crianças. O que torna interessante é o modo como ele
explica o diálogo entre ele e os alunos para conciliar o ensinar teatro e o
brincar de teatro e fazer com que as crianças se interessem pelo ensino. É falado
também sobre a aproximação do professor – artista com os alunos, que desmistifica
que o artista é alguém que possui dom, e sim alguém que se interessa pela
brincadeira e pelo fazer teatral.
“ Dos guetos que habito: Negritudes e Procedimentos Cênicos” da edição 24
v.1 de 2015 de Adriana Patrícia Santos traz a reflexão da performance de um
ator negro em cena. A autora do texto mostra algo bastante interessante: O ator negro sempre será lido como um ser
negro. Cabendo então ao performer negro desmistificar essa visão premeditada
do público. A problemática central do artigo então se dá na ambiguidade que o
ator negro deve se afirmar enquanto preto de maneira política, mas também deve
ocupar os espaços cênicos para desconstruir a ideia de que o negro só deverá
fazer “papeis de negro”. Acredito que devemos utilizar o teatro como política.
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