Estudo sobre a revista Móin-Móin



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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
DEPARTAMENTO DE ARTES CÊNICAS – IDA
METODOLOGIA DE PESQUISA EM ARTES CÊNICAS/ TURMA A
PROFESSOR: MARCUS MOTA
AUTORAS E AUTORES: NATHALIA AZOUBEL, MARGOT TRAVET, JOÃO MIGUEL E YURI ROCHA
29 DE AGOSTO DE 2016 - 2º 2016

1- Conhecer a revista, por meio da aba "sobre", na qual temos o escopo da revista, periodicidade, divisão em seções e público alvo. Ou seja, ver qual é a cara da revista, qual a sua identidade, o que ela se propõe a mostrar.
Publicação brasileira dedicada a divulgar artigos resultantes de pesquisas acadêmicas sobre as distintas linguagens do teatro de formas animadas. Trata-se de uma publicação conjunta entre a UDESC e SCAR – Sociedade Cultura Artística de Jaraguá do Sul.” Revista Móin Móin
Tem como objetivo divulgar as diversas linguagens de Teatro de Formas Animadas, estimulando a pesquisa, a reflexão e a ampliação de conhecimento dessas artes. Contribui para a formação profissional de estudantes de teatro, professores, artistas e público em geral.
A revista teve sua primeira edição no ano de 2005, e sua última no ano de 2015. A periodicidade é de duas publicações em um ano e uma publicação no ano seguinte. O público alvo são artistas híbridos, estudantes de graduação, pós graduação e/ou mestrado em academias de artes e àqueles que estão envoltos na pesquisa acerca de Formas Animadas.

2- Analisar os últimos três anos da revista, identificando os dossiês centrais ou temas principais.
A revista edição nº11 de 2013, fala do Teatro de Títeres na América latina. O intuito desse tema seria o de tirarmos o nosso foco de sentido na cultura estadunidense e europeia. Crises e transformações no teatro de títeres, a tradições, contemporaneidade, recuperação da memória, presença do ator são os fios condutores do raciocínio dessa revista. Abordando desde culturas tradicionais e a questão de adoração ao ser inanimado até o contexto político, econômico e social de países da América Latina. Contém artigos dos seguintes locais: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Peru, Porto Rico, Uruguai, Venezuela e Brasil.
A revista Móin-Móin, edição 10, do ano de 2013, tem como o tema central a Encenação Teatral. Ela é composta por 14 artigos de diretores e grupos de teatro, que propõem reflexões  sobre a história da encenação, a encenação no teatro de marionetes contemporâneo, ensinar encenação (pedagogia teatral), processos de criação de grupos de tetro, a encenação nas artes visuais e cênicas, percursos artísticos de grandes diretores envolvidos com a encenação, história do teatro de Bali e sua encenação, fundamentos éticos e estéticos da encenação, o papel do encenador, teatro de títeres, entre vários outros temas relacionados a encenação. Os artigos são do Brasil, Estados Unidos, França, Israrel, Espanha, Alemanha, Canadá, Itália, Bali e Espanha. A revista nos faz questionar e refletir, com diferentes visões e percursos artísticos, mostrando a complexidade e a singularidade da experiência com encenação que cada um desses autores tiveram. Assim, como no início quase não tínhamos escritos sobre a encenação do teatro de formas animadas, hoje com a diversidade de conteúdos sobre a encenação que contém neste artigo, amplia nosso conhecimento e nos estimula a realizar novos estudos a respeito.
A revista Móin-Móin, edição número 13, do ano de 2015, tem como tema: Memória do Teatro de Bonecos Brasileiro, e é escrita por artistas que dedicam suas vidas a esta arte e trabalham com as diferentes manifestações de Teatro de Bonecos, Teatro de Formas Animadas ou Teatro de Animação. Ou seja, a revista reúne textos sobre memórias, fatos e ideias que marcaram o modo de pensar e fazer Teatro de Bonecos no Brasil na perspectiva do olhar e da compreensão de artistas que construíram essa história. Tem como objetivo criar uma reflexão sobre acontecimentos que marcaram as atividades do Teatro de Bonecos no Brasil nos últimos anos, possibilitando conhecer toda a história da arte de Formas Animadas. Este artigo contém relatos de experiências de bonequeiros e bonequeiras na perspectiva da compreensão de seus percursos artísticos de todo o Brasil: Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis, São Paulo, Lagoa Santa, São Lúis, Curitiba e Recife.



3- Analisar os últimos três anos, identificando a quantidade e relação de artigos e seus temas.


TEMAS PRINCIPAIS

NÚMERO DE PUBLICAÇÕES (nos últimos 3 anos da revista)
Contextualização temática¹
5
Relatórios e processos criativos
23
Teatro Contemporâneo
5
História do Teatro
19
Trajetória de artista
14
Pedagogia no teatro
6
¹Contextualização temática: A revista funciona como um artigo introdutório que contextualiza o leitor de qual território que o tema central vai adentrar. Abordando aspectos do início aos dias atuais.

4- Destaque três artigos que chamaram sua atenção.
VILLASEÑOR, Daniel Alejandro Jara - Títeres prehispánicos de Mesoamérica,: uma página de la historia del teatro de muñecos em America Latina – Revista Móin Móin, ano 09, nº11, p.p. 17 a 28 – 2013.
O texto começa elencando os rituais primitivos que deram vida aos bonecos nos primórdios, como oferendas e mandingas com eles e até mesmo uma forma de encarnação representativa de um Deus ou de um mito cultural. Cita a fogueira como a grande percussora do teatro de sombras. E tudo resultado de pesquisas que encontram rastros de indígenas da América pré-colombina e da cultura Maya, registros, inclusive, de bonecos feitos de pedra com fibras naturais dando a ligação entre membros e tronco. O Tititeiro é um dos papeis que mais se fala sobre no artigo, isso porque se trata do mestre de cena, do poderoso, do bruxo, ou seja, d’aquele que manipula o boneco e traz a vida e sentido para uma comunhão coletiva de experiências específicas e místicas de cada cultura na nossa enorme américa antes dos europeus.

RANGEL, Sonia Lucia - Imagem como pensamento criador: trajeto entre poesia, visualidade e cena em Protocolo lunar – Revista Móin Móin, ano 10, nº12. P.P.49 a 61.
A autora trata ao longo do texto do imaginário e de processos criativos em diálogo com as imagens. Para ela, "A lógica desta urdidura em fluxos é o que me permite explorar a Imagem como Princípio de Pensamento ou de Pensamento Criador na poética, para extrapolar limites entre linguagens, técnicas e estéticas sem, no entanto, as desconsiderar." Para falar sobre o tema, faz links com a peça "Protocolo lunar", montada por membros da ET-UFBA que têm interesse por Teatro de formas animadas.

FALEIRA, José Ronaldo. Sobre a encenação e o encenador no teatro – Revista Móin-Móin, ano 9, nº 10, p.p.16-29.
O artigo Sobre a encenação e o encenador no teatro, de José Ronaldo Faleira questiona e nos faz refletir sobre o papel do encenador e sobre a encenação no teatro. Faz uma breve história do surgimento da encenação (com o movimento do naturalismo no teatro, em que o “faz de conta” já não era mais concebido, e sim que o teatro deveria dar uma impressão de vida), até os dias de hoje, em que o ator pode tornar seu o trabalho do encenador. A encenação surgiu então com o papel de criar a ilusão da realidade e hoje em dia, passa a ter autonomia em relação ao texto teatral. Este artigo contribuí para ampliar a reflexão sobre a Encenação: Como surgiu a encenação? Como se tornar um encenador? O que é encenação? Qual a importância da encenação? E assim, junto a textos de Meyerhold, Picon Vallim, Ariane Mnouchkine e Bertolt Brecht, o artigo passa por uma breve trajetória da história da encenação e da formação artística, pedagógica e organizacional de um encenador no teatro, que permaneceu como um trabalho invisível, sem importância, por muitos anos e, hoje em dia, está se tornando de grande relevância para a dramaturgia e para o espetáculo em si.


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