Apresentação Tiago Mélo
Tiago Moreira de Mélo
12/0042983
1- Elencar e comentar habilidades básicas e experiências em
artes:
Estou cursando o nono semestre em Artes Cênicas pela
Universidade de Brasília. Comecei a estudar Teatro em Portugal quando tinha 15
anos, estudei um ano na escola profissional de teatro de Cascais. Dentro desses
espaços encontrei eixos de pesquisa que fui aprofundando. Trabalho com teatro,
performance e essa mistura que seria o Teatro Performativo. Nessas estruturas,
canto, danço, tento ser sincero e transformo as minhas memórias.
2 - Tenho experiência em performance aonde desenvolvo
trabalhos relacionados às minhas questões latentes, como todas as relações de
onde venho e, nas possibilidades de referências latino-americanas, por exemplo
no meu trabalho “Todo dia é dia de ser Latino”. Também, intrinsecamente
questões de sexualidade e gênero onde faço questão de revelar que sou uma
figura Queer. Tenho alguma experiência com palhaço porque fiz um curso
intensivo com o NUTRA (Núcleo de Trabalho do Ator). E há quatro anos sou membro
da banda performativa: Cantigas Boleráveis, que mistura todas as referências e
motes de criação já citados acima para compor através do teatro, da performance
e da música.
3 - Gosto de pensar que sou bem habilidoso, mas agora só me
veem duas habilidades:
Gosto e sei trabalhar com edição de vídeo, principalmente de
videoperformance e
registros artísticos e eu sei e gosto de cozinhar. Considero
a minha grande habilidade de alimentar com afeto e comida as pessoas. E uma
terceira, também sou Dj e toco o terror.
4 - Gosto muito de ler textos dramáticos, principalmente.
Gostei muito de ler a obra teatral completa de Nelson Rodrigues para entender
um pouquinho do Brasil representado por uma visão Carioca de um homem sobre seu
país. Para que depois pudesse ter bagagem para futuras discussões sobre sua
vida e obra, cujo acervo é dos mais reconhecidos como Teatro Brasileiro. Meus
textos preferidos são: “Nossa senhora dos Afogados” e “A falecida”.
Gosto muito do Plínio pelas mesmas perspectivas e por
mostrar uma realidade crua e obsessiva, extremamente pobre de perspectiva,
embora sempre com uma luz de esperança.
Gosto especialmente de “Navalha na carne”.
Mas tenho em “A gaivota” de Anton Tchecov como o texto que
mais fica no meu imaginário, por ser um meta-teatro real e absurdo.
5- Os textos dissertativos que mais me marcam são:
-
“Veias abertas da América Latina” de Eduardo Galeano.
Por me abrir as perspectivas de uma outra história mais aberta e real sobre
nossa história.
-
“O encontro é uma ferida” de Fernanda Eugênio,por
conseguir conectar todo um material sensível, que é o encontro, num suporte
textual bem esclarecido de uma forma simples e que comunica muito.
-
“Corpos informáticos, corpo política” do grupo Corpos
informáticos. Por relacionar memórias da história da arte contemporânea com
referências mais locais, mais Brasília, mais Centro-Oeste. Gosto muito dos
temas “FULERAGEM” e “MAR-IA-SEMVER” trabalhados no texto.
6-
Em, 2008, em Portugal, no teatro nacional de Lisboa assisti
ao espetáculo “Esta noite improvisa-se” de Luigi Pirandello. O teatro era grandioso e luxuoso, e a energia
da peça também. E como eu adoro meta-teatro essa talvez tenha sido o meu
primeiro deslumbre nesse sentido.
E o formato da interpretação me interessou muito, ora algo
muito rebuscado e teatral, ora numa interpretação do cotidiano, no dia a dia
dos atores ensaiando. Tudo isso para confundir as fronteiras entre teatro e
realidade.
7-
Sou ator, cantor, performer e também fundador do grupo
performático “Cantigas Boleráveis” em “O show mais triste do mundo e do
universo inteiro”. Ajudei na concepção do cenário e figurino e do esqueleto de
dramaturgia. Misturamos imagens clichês e exageradas e extremamente dramáticas
sobre a tristeza que todos sentimos, e que também nos aproxima, ou poderia
aproximar. Então cantávamos boleros e compartilhávamos memórias. E durante o
espetáculo fomos encontrando muita felicidade e dando a volta por cima. O
melhor desse espetáculo, pra mim, é a volta por cima.
8-
Gostaria que fosse algo pessoalizado. Independente do tema
ou texto escolhido. Gostaria de relacionar memórias pessoais e jogar com a
possibilidade de algo sincero. Gostaria de me inspirar em filmes, músicas e
histórias latino-americanas. Gostaria de trazer algo relacionado a
antropofagia, tornar próximo, nosso, brasileiro. Me vêm o filme “Jogo de cena”
de Eduardo Coutinho.
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